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quinta-feira, 6 de agosto de 2015


 PAPAI, NEM SEI DE QUÊ, MAS ME PERDOE
"Há duas injustiças que o SENHOR abomina: que o inocente seja condenado e que o culpado seja colocado em plena liberdade como justo." (Provérbios: 17:15)

   

Tema corriqueiro em revistas, jornais e seminários, a violência verbal dentro dos lares, vem aumentando a cada dia. Casos registrados não na delegacia da esquina mas no cérebro da criança que registra a negatividade do ambiente.
Entre palmadas e gritos, o bate-boca acontece na "surdina", no meio de quatro paredes, a garotada cresce ressentida contra os pais.
Talvez você nem pense nisso agora, mas aí acontece um conflito e os riscos são enormes. Você sabe por que? Porque a ligação com o pai e com a mãe representa, para os(as) filhos(as) a idéia de assistência e equilíbrio como também alimento e carinho. Para a cabeça da criança é complicado sentir ódio de papai e de mamãe, esse sentimento gera culpa.
Uma infância mal vivida é uma infância perdida; essa criatura, quando crescer, vai tentar buscar (em vão), durante o resto da vida, esse prazer que não teve em pequeno.
Em estudos sobre adultério você encontra pessoas vindas de famílias onde a carência afetiva e/ou financeira predominam, gerando uma ausência de prazer. É o caso de um adulto vivendo eternamente como um adolescente, imaturo e inconseqüente, desconhecendo os limites de suas preferências e ações não assumindo as responsabilidades que lhe cabem.
A injustiça que os pequeninos vivenciam dentro de suas casas é tão ou mais grave que nas ruas, pois quando a doença psicossomática aparece na infância, é, na maioria dos casos expressão da desavença dos pais.
Muitas vezes, durante as brigas dos pais, sentindo o coraçãozinho da criança, nota-se que ele bate aceleradamente podendo até gerar um problema cardíaco ou pode até provocar um acidente de trânsito por falta de atenção.
Diante de tanto stress, mal humor e tapas que a criança nem sabe o porquê, ela afirma (sentindo raiva gerando culpa): papai, nem sei de quê, mas me perdoe!

Margareth Miranda
(Psicóloga)

Troque isto...
...por isto.
  
  



quarta-feira, 3 de junho de 2015

A VIOLÊNCIA VERBAL DÓI MAIS QUE UM TAPA

"Pai me chamarás e de mim não te desviarás..."
(Jeremias 3:19)


Para milhões de brasileiros a palavra  "pai" vem carregada de negativismo. O peso da agressividade, do autoritarismo e até da negligência vem se expressando a cada dia mais forte nas páginas de nossos  veículos de comunicação.
São comuns os artigos sobre desemprego, separação em massa, dando como consequência o stress, virando matéria de destaque nas academias de ginástica nas comunidaddes carentes como também em debates na TV.
Hoje a criança sofre um dos mais violentos bombardeios, a chamada guerra familiar, que vem se alastrado ocasionando diversos tipos de mazelas na população. Prolongada, camuflada ou até mesmo expressa diretamente, a "guerra familiar" vem roubando a infância ocasionando a contaminação do ambiente, real em todas as camadas sociais, não há direnciação de nível.
As doenças psicossomáticas ganham expressão estatítica na indústria farmacêutica. A auto-medicação representa um tipo de prática que vem se expandindo no planeta em função de dificuldades financeiras.
Um pai ou uma mãe nunca bati no meu (minha) filho (a) mas as surras verbais são frequentes.
Hoje o flerte começa no barzinho e acaba no motel, mas tenha em mente que uma vida dupla gera conflitos de intensidade ainda mais angustiante. Uma vida dupla implica em despesas triplicadas. Manter uma família não é fácil, duas então nem se fala.
A criança é muito sensível do que se pode imaginar. Ela capta, percebe a negatividade do lar, as saídas repentinas do pai ao toque do celular e os gritos da mãe com crises de ciúme.
Alguns pequeninos, desde muito cedos, sentem sua casa comuma fábrica de loucrua. Irritados com seus conflitos amorosos, alguns pais reagem com palavrões quando, por exemplo, o (a) guri (a) deixa cair um copo d'água no chão.
Você detecta o olhar tristonho da criança com muita facilidade. Ela pode estar na sala de aula de uma escola pública ou no melhor colégio de um bairro luxuoso da cidade.
Entre "tapas e beijos" vive a nossa garotada. No meio disso, estão os papais corujas tirando fotos da família. Filmando e passeando pelo McDonald's.


Margareth Miranda.
(Psicóloga)