PAPAI, NEM SEI DE QUÊ, MAS ME PERDOE
"Há duas injustiças que o SENHOR abomina: que o inocente seja condenado e que o culpado seja colocado em plena liberdade como justo." (Provérbios: 17:15)
Tema corriqueiro em revistas, jornais e seminários, a violência verbal dentro dos lares, vem aumentando a cada dia. Casos registrados não na delegacia da esquina mas no cérebro da criança que registra a negatividade do ambiente.
Entre palmadas e gritos, o bate-boca acontece na "surdina", no meio de quatro paredes, a garotada cresce ressentida contra os pais.Talvez você nem pense nisso agora, mas aí acontece um conflito e os riscos são enormes. Você sabe por que? Porque a ligação com o pai e com a mãe representa, para os(as) filhos(as) a idéia de assistência e equilíbrio como também alimento e carinho. Para a cabeça da criança é complicado sentir ódio de papai e de mamãe, esse sentimento gera culpa.
Uma infância mal vivida é uma infância perdida; essa criatura, quando crescer, vai tentar buscar (em vão), durante o resto da vida, esse prazer que não teve em pequeno.
Em estudos sobre adultério você encontra pessoas vindas de famílias onde a carência afetiva e/ou financeira predominam, gerando uma ausência de prazer. É o caso de um adulto vivendo eternamente como um adolescente, imaturo e inconseqüente, desconhecendo os limites de suas preferências e ações não assumindo as responsabilidades que lhe cabem.
A injustiça que os pequeninos vivenciam dentro de suas casas é tão ou mais grave que nas ruas, pois quando a doença psicossomática aparece na infância, é, na maioria dos casos expressão da desavença dos pais.
Muitas vezes, durante as brigas dos pais, sentindo o coraçãozinho da criança, nota-se que ele bate aceleradamente podendo até gerar um problema cardíaco ou pode até provocar um acidente de trânsito por falta de atenção.
Diante de tanto stress, mal humor e tapas que a criança nem sabe o porquê, ela afirma (sentindo raiva gerando culpa): papai, nem sei de quê, mas me perdoe!
Margareth Miranda
(Psicóloga)


