APRENDENDO SOBRE LUTHER KING
O presente texto ilustra a combinação feliz e única - falar sobre Luther King através de oficinas de arte para o público infantil. Para se ter uma ideia, o evento contou com a participação ativa de crianças, com faixa etária variada, o que para mim aumentou o grau de desafio.
A diversidade cultural dos participantes era marcante: crianças de bairros diferenciados, classe média, alta interagindo com as residentes de comunidades pobres.Recebemos mães diversas - a mãe professora, a dona de casa, a psiquiatra infantil, as avós, e muitas babás, madrastas governantas, e assim como pais atenciosos, enfim, todos interessados em viver algo que vai além do lúdico.
Na realidade o projeto foi planejado de uma maneira e se concretizou muito melhor.
“O concurso de desenho”, “ O conte o seu Sonho”, “mural de fotos e desenhos” fez com que o evento atraísse a mídia e até o “tio André” (Prof. de fotografia) conhecido por sua oficina de arte e seu projeto “MEU MUNDO MINHA IMAGEM” para crianças, participou clicando fotos da turminha.
Nossos encontros aconteciam, na maioria das vezes, á tarde, devido ao nosso verão escaldante, a praia fica bem perto do nosso espaço e em nada suplantou o clima prazeroso entre balas e bolas, as crianças vibravam no seu jeitinho particular.
Martin Luther King foi um grande líder, mas falar dele para os “baixinhos” foi algo muito singular.
Em certos momentos, olhando para eles tão miudinhos, que pensei comigo mesma “acho que vou me enrolar, que direção vou tomar? ” Olhei para as fotos do mural e para aqueles olhinhos em volta, me dirigia para a criançada: “ aquele moço lá na parede é de cor negra, tem gente branca que não gosta de negros, mas aquele moço é muito legal, ” “ Alguém já ouviu falar sobre Luther King?
Vou contar uma algo sobre ele...”
Na prática o tema racismo sempre me atraiu muito, eu mesma fui estudar um pouco mais para me aprofundar nesse tema - Questão Sociais, Políticas, Discriminativa.
Durante o período das oficinas eu recebia carinho de todos os lados, as crianças queriam segurar, desenhar, ver de perto o Presidente dos Estados Unidos “ Barack Obama ” e sua família, achando as fotos muito interessantes.
Meninas vindas de favelas diziam nunca terem ouvido nada disso em suas escolas, e adoraria estudar mais sobre esses assuntos no colégio. “ Tia vai ter mais? “
Falar de Luther King é falar de possibilidades, é falar de fé, ele visualizou o que estava por vir.
Embora tenha sido preso por várias vezes, eu explicava para as crianças, nunca perdeu a esperança pela união de todos, tocando na variedade de cores dos HOMENS DE DEUS - nós brancos, nós negros, nós mulatos, nós amarelos, todos pintados pelo Criador.
Luther King atravessou quilômetros vivendo inúmeros sustos e tantos reveses sempre na sua grandeza de alma e muita vitalidade.
“ Meninos, meninas, vocês estão vendo essa foto bonita de “ Barack Obama? ”
“ Lembrem do outro moço, Luther King, aquele da foto grande, aquele que ajudou a abrir a porta para todos nós”; o humilde Pastor Batista que atraiu multidões.
Margareth Miranda
(Psicóloga)






