A TV PARALISA O PAÍS
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” (1 Coríntios 6:12)
A nível mundial a TV é um dos maiores instrumentos que a criatura humana dispõe em termos de comunicação de massa. Mas, como todos nós, ela precisa ser tratada com urgência.
Hoje a TV paralisa o país através de programas dos mais variados.
A influência da memória sobre as nossas emoções, o que fica registrado pode produzir cansaço, tédio, desânimo. Isso acontece quando escutamos uma briga, um filme de terror.
Quando a palavra é de vida, ganhamos saúde, dinamismo, gosto de viver.
Por volta de 1980 urna elite intelectualizada criticava, com violência, a TV, alguns religiosos também. Não se trata aqui de dizer se televisão é uma coisa boa ou ruim, pois é real nas favelas e bairros de luxo, esse aparelho sempre teve um índice de vendas altíssimo no comércio.
A televisão como um todo mobiliza o mundo inteiro, daqui mandamos mensagens lá pra fora e de lá eles mandam para nós.
A influência exercida pela TV é tão forte que se observa com facilidade uma brusca mudança nas pessoas, em seu modo de agir, no modelo das roupas até no corte de cabelos, copiando a atriz principal da novela em destaque na ocasião.
O que sutilmente algumas delas sugerem é que para algumas mulheres de uma classe social mais pobre, só restaria sim, subir mais um degrau através da prostituição.
O Brasil é um país com uma população alta de jovens de baixa renda. O adolescente é um tipo de espectador que, além de ter uma tendência para a imitação, é altamente sugestionável.
A tela emite mensagens muito bem exibidas a nível de clareza gráfica.
Diferentemente do rádio (mensagens auditivas), as informações pela TV são eminentemente visuais, mantendo a mente sempre ocupada não dando espaço para reflexão.
Algumas cenas de sexo sugerem que urna vida desenfreada é algo natural e bom.
Essas imagens ficam estocadas no cérebro de uma população, mas as estatísticas no Brasil mostram alguns aspectos desconhecidos de uma sociedade.
O espectador adolescente, distante das condições psíquicas e fisicas deste tipo de espetáculo, ao assistir sua tv, quer logo vivenciar o que sugere o vídeo.
A nível nacional os noticiários, por exemplo, mostram a morte de uma adolescente grávida por não encontrar atendimento na rede pública hospitalar da região onde se apresenta a notícia. Quem viu a dor de sua família, chorou com ela.
Ao fazer um trabalho voluntário em uma Casa de Recuperação em Niterói, RJ, atendendo casos de gravidez, AIDs em jovens (população de baixa renda) notei uma realidade nada saudável. As (os) jovens se apresentam desesperadas (os) deparando com resultados positivos de HIV, gravidez precoce, etc., jovens essas (es) de pouca idade, inteligentes, criativos e sem recursos nem formação saudável para crescerem equilibrados.
Poderiam ser os meus, os seus, os nossos sobrinhos, alunos e até filhos.
Margareth Miranda
(Psicóloga)









