ABORTO - UM ESTILO CLANDESTINO DE VIVER
"Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe.
Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Disso tenho plena certeza." (Salmos 139:13,14)
O que você anda fazendo com o seu corpo?
Algumas mulheres são acompanhadas, anos a fio, por sentimentos de culpa, a má consciência e a falta de fé andam juntas.
Muitas adolescentes grávidas são incentivadas por suas mães à prática do aborto, nem de longe elas aceitam que a vizinhança veja o crescimento da barriga da filha de 15 anos.
Uma das conseqüências desta postura é manter a filha uma eterna adolescente, ela vai repetindo a dose durante a vida adulta, o troca-troca de namorado continua e a seqüência de abortos.
A família que vive muito preocupada com a própria imagem esquece o principal: a experiência traumática que envolve a retirada do feto. O desejo da jovenzinha em não tirar o bebê já é o primeiro sinal de sua maturidade.
Quando a pressão é muito forte para que ela faça o aborto, a hostilidade entre mãe e filha aumenta. A ida a um médico clandestino envolve riscos de vida.
A ilegalidade dentro da medicina é uma realidade brasileira, que pode chocar o universo adolescente, mesmo o das mais moderninhas.
Lembro do caso de uma jovem universitária que decidiu por conta própria em ir a uma casa clandestina de abortos. Após a retirada do feto, ele dizia com muita angústia: "é horrível você ver jogar o feto em um baldinho".
Margareth Miranda
(Psicóloga)





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